Em 1970, a agricultura ecológica entra no âmbito internacional sendo reconhecida e gerando movimentos institucionalizados para a criação de mecanismos de normalização a partir de organizações internacionais. A International Federation of Organic Agricultural Moviments – IFOAM criou em 1981 as primeiras normas internacionais, sendo compostas por uma variedade de pensamentos e diferentes normas e perspectivas. Estas normas da IFOAM estão relacionadas à produção, ao processamento, à distribuição, à comercialização e ao consumo dos produtos orgânicos, atentando-se para o uso racional dos recursos locais, à manutenção dos solos, à redução do uso de energia não renovável, às questões sociais dos agricultores, entre outros.
No Brasil as primeiras organizações que estabeleceram iniciativas para a regulamentação da produção e comercialização de produtos orgânicos foram as ONGs. Em outubro de 1998, o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) publicou no Diário Oficial da União a Portaria 505/1998, definindo oficialmente o conceito do sistema orgânico de produção agropecuária e industrial.
A Lei dos Orgânicos no Brasil estabelece 3 maneiras de se garantir que um alimento segue as regras de produção ecológica — como não utilizar agrotóxicos, adubos químicos ou substâncias sintéticas que agridam o meio ambiente.
Um técnico credenciado pelo MAPA verifica toda a propriedade, documentação e produtos.
Produtores realizam auditorias uns nos outros através das Opacs (Organismos Participativos de Avaliação da Conformidade).
Nas duas primeiras modalidades, pode-se usar o selo de orgânicos criado pelo Ministério da Agricultura. No terceiro caso, não há selo, sendo permitida apenas a venda para o governo ou diretamente ao consumidor. Atualmente, o Brasil possui 24.948 empresas com certificado orgânico (Fonte MAPA – 26/08/25).